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Cadê a cura pra ultramacho?

 


Disse o novo (de novo) presidente do Estados Unidos que, naquele país, a partir de agora, só existem dois sexos. Na minha humilde opinião, ele esqueceu de um, que não é exclusividade dos EUA, é mundialmente disseminado, mas infelizmente pouco combatido: o ultramacho. O fato de ser tão persistente na sociedade, mesmo nas mais evoluídas, indica que talvez tenha algum componente genético, embora o gatilho cultural (todas as religiões monoteístas costumam valorizá-lo bastante) seja fundamental. 

Prevalecem nos grupos de direita, são quase a totalidade nos de extrema-direita, onde desde criancinha são doutrinados ou recebem algum remedinho em suas mamadeirinhas de piroquxnhas, não sei. Mas aparecem também entre ditos esquerdistas, onde são conhecidos como esquerdomachos. Estes, ao contrário dos demais, não se reconhecem na comunidade, ficam no armário a maior parte do tempo, mas não enganam ninguém. 

A maior característica dos humanos desta tipificação sexual, além da preferência por piadas infames, armas, guerras e similares, é a incapacidade de amar e até de enxergar mulheres, de qualquer gênero, como da mesma espécie. Eles até gostam delas, como os demais gostam de pizza, por exemplo. Gostam do cheiro, da aparência, do sabor. Gostam de se gabar de quem come a melhor pizza, às vezes a compartilham pra provar seu ponto ou generosidade. Quando esfria um pouquinho, jogam fora. Eles também gostam de conversar e dar palpites sobre as pizzas uns dos outros, sobre a preparação e formas de descarte. 

O problema é que querem dominar o mundo. Querem aliciar SEU FILHO para que seja um deles. Desejam que todos os humanos que nasçam com uma protuberância e duas bolinhas entre as perninhas sejam doutrinados desde bebês para ser como eles. Os poucos que se incomodam com esse impulso, sobretudo os que vivem em ambientes majoritariamente intolerantes a eles, atualmente costumam se conter, alguns se afirmam publicamente curados. Até o momento, porém, não existe tratamento comprovado pra ultramacho. Não conheço pastores, padres, psicólogos ou coaches tentando o intento. Quem salvará nossos meninos?


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