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Presente fajuto


Em uma festa no final do ano, recebi na saída uma tradicional sacolinha de brindes, daquelas com revistas velhas e papeizinhos variados. Entre eles, um cartão de uma loja chamada Madame Valentine que trazia a frase “venha nos fazer uma visita e ganhe um gift exclusivo da marca”. Como uma das lojas fica no Shopping Villa Lobos, que costumo frequentar, guardei o dito cujo na bolsa. Não achei que fosse ganhar um dos caros itens da loja, claro, mas um brinde simpático.

Ao apresentar o cartão à balconista, achei que ela não soubesse ler, pois ficou olhando para ele um tempo infinito com cara de quem viu algo de outro mundo. Depois de um tempo bastante desconfortável, sorriu e disse que precisava consultar a gerente. Esta, também passou um tempo enorme lendo a pequena frase e analisando o cartão da propaganda (me passou pela cabeça que estava duvidando de sua autenticidade).  Depois, disse que não sabia nada a respeito, me perguntou “onde eu havia conseguido aquilo” (ela sabia do evento!), e queria que eu deixasse meus dados para ela poder entrar em contato. Não deixei e, é obvio, não pretendo entrar novamente nesta loja.

Difícil entender a falha de comunicação e sensibilidade de quem faz esse tipo de pseudopromoção ou publicidade. Considero este um caso extremo, mas já cansei de ver promoções onde o brinde sempre “acabou de acabar”, ou onde para ganhar o brinde precisa do cupom mais um pagamento (que é o valor do brinde) ou que pede que se junte pontos -possíveis apenas para quem resolver comprar a loja toda - para ganhar algo totalmente irrelevante. Mais do que marketing mal feito, é um desrespeito com o consumidor.

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